terça-feira, 2 de setembro de 2008

Google lança o navegador Chrome


O Google lançou nesta terça-feira um navegador próprio e gratuito, em um claro desafio à Microsoft, que domina o mercado dos browsers, informou hoje a gigante da Internet. O navegador do Google, que se chamará Chrome, está disponível nesta terça em sua versão beta (de teste) em 100 países, incluindo o Brasil, segundo os diretores da empresa em seu blog oficial. O programa pode ser baixado no site www.google.com/chrome . Você pretende testar o Chrome?

O cartunista Scott McCloud, convocado pelo Google, fez uma história em quadrinhos de 38 páginas explicando as principais inovações do navegador. A HQ explica de forma bastante didática os avanços técnicos do Chrome, falhando apenas ao redefinir o mapa da Europa . O resultado pode ser visto neste link (em inglês) e clique aqui e conheça outras novidades que o Chrome trará para os internautas .

O anúncio foi interpretado pela imprensa como a entrada do Google nos domínios da Microsoft, uma empresa que cresceu até se transformar em um gigante graças à liderança de seu sistema operacional, o Windows, e de seu navegador, o Explorer. Atualmente, a Microsoft conta com 72% do mercado de navegadores com o IE.

Muitos acreditam, no entanto, que o Chrome pode roubar mais usuários do Firefox, segundo navegador mais usado, com 20%. O CEO da Mozilla comentou o lançamento em seu blog . O Google, através de acordos comerciais, é um dos maiores investidores da Mozilla, empresa responsável pelo browser da raposa. Qual programa você usa para navegar na rede?

"Todos passam muito tempo em um navegador. Fazemos buscas, conversamos, enviamos mensagens, compramos e lemos notícias. Por isso, começamos a pensar seriamente em como seria se criássemos um navegador", asseguraram no blog Sundar Pichai, vice-presidente para a gestão de produtos, e Linus Upson, diretor de engenharia do Google.

"A rede evoluiu tanto, com os novos aplicativos e programas, que nos demos conta de que não necessitamos somente de um navegador, mas de uma nova plataforma moderna", afirmaram.
Uma das funções do Chrome será isolar cada site que abre, para evitar que, em caso que de um erro, tudo seja perdido. Essa função também foi anunciada na versão beta 2 do Internet Explorer 8 , lançado na última semana.

No entanto, os diretores anunciaram que a versão lançada nesta terça é apenas o início, já que será aberto um fórum de discussão para melhorá-la antes de seu lançamento definitivo. Além disso, o programa terá um código aberto, por isso os programadores poderão desenvolver seus próprios aplicativos, o que já ocorre com outros produtos do Google. No blog, os diretores comentaram também que haverá uma versão do Chrome para Mac e Linux.

O Globo Online, com agências internacionais

Codex Sinaiticus, manuscrito da Bíblia, na web


Mais de 1.600 anos depois de ser escrita em grego, uma das cópias mais antigas da Bíblia se tornou globalmente acessível via internet pela primeira vez no final de julho. Partes da Codex Sinaiticus (literalmente Livro do Sinai) , que contém o Novo Testamento mais velho e completo, estão disponíveis na web.

Os quatro principais sócios no projeto são as instituições que possuem partes do manuscrito:

The British Library, UK

Imagens em alta resolução do Evangelho de Marcos, diversos livros do Velho Testamento e observações dos trabalhos feitos ao longo de séculos estão em http://www.codex-sinaiticus.net/, num primeiro passo para a publicação online integral do manuscrito até julho de 2009.

Ulrich Johannes Schneider, diretor da Biblioteca da Universidade de Leipzig, afirmou que com a publicação online do Codex permitirá que qualquer um estude uma peça "fundamental" para os cristãos. Alguns textos estarão disponíveis com traduções em inglês e alemão, acrescentou.

Especialistas acreditam que o documento, datado de aproximadamente do ano 350, possa ser a cópia mais antiga conhecida da Bíblia, junto com o Codex Vaticanus, outra versão antiga da Bíblia, afirmou Schneider. "Acho que é fantástico que graças à tecnologia agora podemos tornar acessíveis os artefatos culturais mais antigos -- aqueles que de tão preciosos não poderiam ser vistos por ninguém -- numa qualidade realmente alta", explicou Schneider. - (Agência Reuters)

La rehabilitación del crimen


Malos tiempos para la ingenuidad. El poeta Yevgeni Yevtuchenko advirtió al morir Stalin, que la tumba del gran criminal debería ser custodiada por dos o tres turnos de guardia a un tiempo, no fuera a resucitar aquel monstruo que parecía, hasta después de su muerte, más dueño de los hombres y los pueblos que cualquier dios imaginado. No se siguió el consejo del poeta y todo hace pensar que nuestro seminarista atracador georgiano soviético anda de nuevo transitando por la vida de los pueblos europeos, amo de las mentes de muchos de sus dirigentes, por generación de amor o terror, las dos fuentes habituales de la dominación. Al parecer, ese número indeterminado de decenas de millones de muertos habidos en el siglo XX durante el baile maldito de la redención ideológica -dirigido por los dos compositores del pacto Hitler- Stalin- no ha sido suficiente para inocular cautela, piedad y cultura en las almas de los individuos y sus líderes. Debemos reconocer ahora, que el luto cultivado durante décadas por los muertos que el supremo terror del nazismo y el comunismo impusieron, no ha sido suficiente para generar en nuestras sociedades las fuerzas de autodefensa contra la repetición del horror. Y en el origen de este horror que nos vuelve a visitar está la mentira.

Todos los días aceptamos de buen grado una dosis de mentiras para llevarnos bien con el mundo. Algunas son banales. O pequeñas mendacidades. En forma de película sobre la guerra civil española o en difamación obediente de aquellos que no quieren aceptar la mentira como norma. En patética cruzada contra crueles regímenes muertos o adulación obscena e interesada de otros poderes criminales aun muy vivos y dedicados a la matanza y represión. La mentira germina de nuevo y como siempre, donde mejor en su terreno más fértil, que son los timoratos y los bienpensantes, los siempre dispuestos a ocultar o combatir una verdad por intentar imponer el bien fácil, siempre cargado de cadáveres. Matar a un sietemesino nonato es una heroicidad pareja al abatir a un fascista. Parece que la racionalidad, la piedad y la lucidez vuelven a perder la batalla. ¿Quiénes son los culpables? ¿Los ambiciosos sin escrúpulos, los vanidosos más irresponsables, los sectarios ignaros, los miedosos o los demás? Estamos de nuevo ante una gloriosa victoria para los sumos sacerdotes de la mentira que precede al crimen, en nombre de la suprema bienaventuranza. Son los que imponen la mentira a toda una sociedad que no llora más que sus propios tristes, mezquinos e inmediatos reveses. Los grandes beneficiarios de la constelación de estrellas negras se crecen. Allá surge un Putin con energía en su rehabilitación de Stalin y de sus purgas racionales, productivas y patrióticas. Acá, sale un Carrillo, aquel que vendía reconciliación, con su clara reivindicación «antifascista» de haber sido el verdugo de Paracuellos y con la misma reivindicación de Karadzic de haber matado a entre seis y ocho mil civiles inocentes por la lógica del momento. Y le aplaude la mayoría y sus autoridades. Por la dinámica de la mentira. Hasta los más necios de las nuevas huestes de iletrados -que los campeones de la mentira pervierten con sus omnipresentes mensajes en constante estabulación mediática- saben lo práctico y rentable que es vivir en el pacto de conveniencia con esa mentira que los bienpensantes siempre han creído una pequeña fechoría. Incluso después de haberla visto engendrar la mayor de las barbaries.

Hermann Tertsch
www.abc.es
 
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